Na abertura da temporada Loeb venceu de forma absoluta e Craig Breen ainda foi ao pódio na terceira posição, porém praticamente foi só isso de resultados em todo o ano – o que parecia ser um inicio de temporada muito promissor, acabou por se mostrar como um verdadeiro fogo de palha.
O time conta com um line up de pilotos de qualidade, que tem além de Loeb em provas eventuais e Breen em tempo integral, Gus Greensmith e Adrien Fourmaux, além de Pierre Louis Loubet, que compete apenas em algumas provas - não é efetivamente o dream team do WRC, mas possuem talentos que não podem ser deixados de lado.
Mas, a verdade é que o time não está funcionando, mesmo sabendo que o Ford Puma que a fabricante do oval azul entregou a equipe de Malcolm Wilson é um carro muito bom, promissor e extremamente bem desenvolvido – tem desempenho em pé de igualdade com o Yaris da Toyota e o i20N da Hyundai, mas não tem sido suficiente para trazer os resultados que deveria.
Na contramão dos fatos a Toyota tem 15 pódios na competição, sendo destes cinco vitórias. Já a Hyundai tem nove pódios, onde destes três são vitórias. Respectivamente as equipes têm 381 e 293 pontos, frente aos 188 da M-Sport, que até então conta apenas com três pódios na temporada.
Para azedar ainda mais o caldo na equipe britânica, na última prova na Bélgica, o Rally de Ypres, os três carros da equipe não concluíram a etapa por terem se acidentado – sim, os três carros que equipe levou para o solo belga bateu e isto ligou o alerta na sala de comando.
“Faz parte dos rallys, mas ter esta quantidade de azares e erros que estão sendo cometidos não é bom pra ninguém”, disse Richard Millener, chefe de equipe da M-Sport.
A verdade é que o time precisa urgentemente se reinventar, pois é uma organização promissora, bem montada, com uma equipe de bastidores competente e que já triunfou diversas vezes no WRC, mas precisa não apenas dar um fim a esta maré de azar, mas analisar os erros para buscar os resultados.
“Quando as coisas não estão indo bem e continua não dando certo, você só precisa tirar alguns dias de folga e fazer um reset”, disse Greensmith em solo belga.
“Está no carro, está nos pilotos e está na equipe conquistar vitórias e estar no pódio, mas temos que olhar para dentro si mesmo quando as mesmas coisas continuam acontecendo”, concluiu o piloto.
A próxima etapa da competição é o Rally da Acrópoles na Grécia que acontece entre os dias 8 e 11 de setembro e será o momento de testar se a pausa para o reset sugerido por Greensmith vai funcionar, do contrário, a organização montada em 1979 pode sucumbir pela falta de resultados em sequência.
Fotos: Divulgação
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