ENDURANCE - PROVÁVEL DESTINO DA ALFA ROMEO SERÁ O WEC


Com o final da temporada 2023 da Fórmula 1, a italiana Alfa Romeo ficou sem participação como equipe na categoria máxima do automobilismo mundial e, como também falhou o acordo que vinha sendo costurado com a Haas para patrocínio do time, a marca se viu fora da F1 após o GP de Abu Dhabi.


Porém, segundo Jean-Philippe Imparato, diretor executivo da Alfa Romeo, em entrevista à publicação Autosport britânica, um dos prováveis destinos da marca esportiva de luxo do grupo Stellantis será o mundial de endurance, o WEC, categoria onde a empresa já colheu sucessos no passado.

“O mundial de endurance está passando por um momento de grande interesse e quando há muita euforia, torna-se difícil perceber qual nível de investimento é necessário para buscar os objetivos mais altos”, iniciou Imparato.

Mas, mesmo estando de olho no WEC, o dirigente francês demonstrou certa tristeza com o término do acordo com a Sauber para a continuidade na Fórmula 1, uma vez que em termos de visibilidade de marca, a categoria tem abrangência mundial e é uma imensa vitrine para qualquer empresa.

“Diria que foi o melhor investimento na história. Podemos dizer que em termos de retorno, recebemos 20 euros por cada euro que gastamos, mas ao mesmo tempo estamos um pouco tristes porque vamos abandonar uma equipe que abraçou a nossa marca durante seis anos e com a qual tivemos uma relação extraordinária”, continuou.

E ainda falando da Fórmula 1, porém sobre o porquê do acordo com a Haas não ter ido pra frente, disse: ““Não estávamos interessados em fazer uma operação copy/paste do estilo que fizemos com a Sauber, pois isso faria com que nos tornássemos uma daquelas empresas que apenas adesiva a lataria dos carros - já não seria algo novo e não faríamos parte de uma história”.

Falando ainda do WEC, Imparato disse que a Alfa Romeo vai esperar a acomodação dos custos de operação de uma equipe na categoria, bem como os custos de carro e desenvolvimentos, para que não haja a escalada de valores que culminou na “morte” da classe LMP1.

“Vimos em 2015, com os LMP1, que a descontrolada subida dos custos acabou por repercutir [negativamente], portanto vamos demorar algum tempo para perceber como tudo isto irá acontecer. Acredito que o correto é ter uma imagem clara e saber precisamente o que iremos enfrentar antes de lançar um projeto”.

Imparato concluiu a entrevista citando os locais onde a empresa não focaria esforços, deixando claro que o interesse no WEC não é meramente passageiro, mas sim algo estudado.

“Começamos a olhar para outras categorias e rapidamente chegamos a uma conclusão: a Alfa Romeo não tem nada a ver com o mundo dos rallys e o grupo Stellantis já tem duas marcas envolvidas na Fórmula E, portanto o foco mudou para o mundial de endurance, um mundo em que a Alfa Romeo viveu experiências maravilhosas no passado”, concluiu.

É bem verdade que de certa forma o grupo Stellantis também possui duas marcas envolvidas com o WEC, sendo a Peugeot e a Ferrari, mas é uma categoria em ascensão e que está passando pelo melhor momento da história recente, o que pode ser não apenas uma grande vitrine para que a marca continue em evidência, mas sim um berço de desenvolvimentos de tecnologias para os seus carros de rua.

 

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Fotos: Divulgação


Márcio de Luca

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Márcio de Luca

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