IMSA: CASTRONEVES REPETE FEITO DE 2021 E É BICAMPEÃO DAS 24H DE DAYTONA


Hélio Castroneves e Meyer Shank! Para os brasileiros apaixonados por velocidade, essa combinação de nomes nos deu um belo motivo para comemorarmos no ano passado afinal, Hélio foi campeão pela quarta vez nas 500 milhas de Indianápolis a bordo de um carro da equipe. E não é que a dupla já começou o ano nos brindando com a vitória em uma das mais tradicionais provas de longa duração, às 24 horas de Daytona. Hélio Castroneves, Tom Blomqvist, Simon Pagenaud e Oliver Jarvis formaram o quarteto campeão da edição 2022 da lendária prova a bordo do Acura DPi #60.


INÍCIO DA MARATONA

Logo na largada, Kamui Kobayashi, que dividiu o Cadillac #48 com Mike Rockenfeller, José Maria López e Jimmie Johnson, aproveitou para deixar para trás o pole-position Filipe Albuquerque, com seu Acura #10 da Wayne Taylor. O japonês manteve um bom ritmo e foi o líder em boa parte da primeira hora, que também foi marcada por uma bandeira amarela após Dwight Merriman da classe LMP2 com seu Oreca #18 da Era Motorsport, errar o ponto de frenagem e acertar a barreira de proteção. Com o impacto detritos acabaram acertando um fiscal de pista, que prontamente foi atendido. Por sorte não passou de um susto, tanto para o fiscal quanto para Dwight que retornaria à pista após reparos em seu Oreca.

A NOITE E SEUS PROBLEMAS

Veio a noite a Daytona sempre nos proporciona lindas imagens! Um belo entardecer após dias de chuva e um céu sem nuvens com uma bela coloração alaranjada anunciava a chegada da noite. E com a noite os problemas começaram a aparecer, principalmente para os carros da DPi. Uma série de pneus furados complicaram a vida dos pilotos, entre eles estavam alguns favoritos à vitória, o Acura #10 teve um furo de pneu e perdeu duas voltas, assim como o Acura #60 que teve um furo de pneu nas mãos de Hélio Castroneves e também ficou com algumas voltas de desvantagem. Os Cadillacs também tiveram sua cota de problemas. O Cadillac #2 que era formado pelo quarteto Earl Bamber, Alex Lynn, Marcus Ericsson e Kevin Magnussen vinha fazendo uma prova constante, andou na liderança boa parte da prova mas viu suas chances de vitória acabarem prematuramente após uma pane elétrica no meio da madrugada. Outro Cadillac que teve problemas foi o #48 que sofreu um furo de pneu, uma quebra de suspensão e ficou cerca de 30 voltas parado nos boxes. Não foram só os DPi que tiveram problemas, a Ligier JS P320 #74 da equipe Riley Motorsport também sofreu com um furo de pneu enquanto Felipe Fraga fazia seu “stint” noturno.

A noite reservaria muitas emoções em Daytona. Reprodução

Após todos os problemas, e com ajudas de algumas amarelas ao longo da madrugada e início da manhã, tanto o Acura #10 quanto o Acura #60 já estavam novamente na volta do líder e brigando pelas posições do topo da tabela. Foi quando novamente Hélio Castroneves teve um pequeno contratempo, desta vez uma punição derrubaria o piloto da ponta. Uma punição por excesso de velocidade tirou a liderança do brasileiro, mas dos males o menor pois o piloto brasileiro ainda se manteve na volta do líder e com boas chances de recuperação.

Passado a tempestade veio a bonança, após todos os problemas ao longo da noite e início da madrugada os Acuras puderam respirar tranquilos e mantiveram um “voo” de cruzeiro, se mantendo aproximadamente 6 horas seguidas na liderança, #10 em primeiro seguido pelo Acura #60 em segundo. Sim os mesmo que ficaram 2 voltas atrás do líder após uma série de problemas, voltaram a liderar a prova e com soberania!

É BICAMPEÃO!!!

A prova teve seu momento de calmaria, chegando ao ponto de monotonia na verdade, mas faltando pouco menos de 1 hora e 30 minutos uma amarela agrupa novamente o pelotão, Hélio Retorna para o cockpit do Acura #60 assim como Rick Taylor também assume novamente o posto de piloto no #10. Ambos seguiram batalhando até o final da prova, nos minutos finais Hélio vinha sendo muito pressionado por Taylor, a diferença chegou a ficar na casa do 0.3 décimos de segundo, foi quando Hélio conseguiu negociar melhor as ultrapassagens com os retardatários e fez a vantagem aumentar para mais de 3 segundos sobre Taylor. Assim, após 761 voltas o piloto brasileiro repetiu o feito de 2021 e foi o primeiro a ver a quadriculada, se tornando o primeiro brasileiro a ser bicampeão consecutivo nas 24 horas de Daytona.

A classe LMP2 a vitória foi da equipe Dragon Speed, com o Ocura #81, guiado por Colton Herta, Eric Lux, Devlin Defranceso e o campeão da temporada 2021 da Indy, Patricio O’Ward.

Fraga foi campeão na categoria LMP3. Reprodução

Na LMP3 a vitória ficou com o carro #74 da Riley Motorsports, que também se recuperou dos problemas noturnos e conseguiu a vitória. A propósito, mais um brasileiro no alto do pódio, o Ligier JS P320 tinha ao volante Felipe Fraga, além de Gar Robinson, Kayvan Berlo e Michael Cooper.

Na categoria GTD PRO, foi marcada por uma incrível, incrível não, magnífica batalha entre os carros #2 e #9 que se estendeu por vários minutos, várias voltas e acabou apenas na última volta, com o toque entre Jaminet e Laurens Vanthoor. Pior para Vanthoor que rodou, assim quem levou a melhor foi a equipe da Porsche, com o trio de Mathieu Jaminet, Mapp Campbell e Felipe Nasr, o terceiro brasileiro a subir no lugar mais alto do pódio. Um recorde para o Brasil se tratando de pilotos vencedores na mesma edição.

Nasr, Castroneves e Fraga. Brasil brilhou em Daytona. Foto: Jose Mario Dias

Já na classe GTD AM, o time da Wright Motorsports com Jan Heylen, Richard Lietz, Ryan Hardwick e Zacharie Robson, cruzou a linha de chegada na primeira posição.


Keko Gomes

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Keko Gomes

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