IMSA - CRESCIMENTO MUITO BEM ESTRUTURADO


Domingo se encerrou as 24 Horas de Daytona, prova de abertura do campeonato norte-americano de endurance, o IMSA, onde o evento como um todo, incluindo o ROAR realizado uma semana antes, foi efetivamente a abertura da temporada de automobilismo mundial 2022, que mais um vez deu grande show para gregos e troianos se deliciarem.


Porém, muito mais do que uma grande prova, as 24 Horas de Daytona mostrou que o IMSA não para de crescer e atrair cada vez mais fabricantes, pilotos, equipes e em suma, a atenção mundial – não duvide que o IMSA tem mais importância no calendário mundial do que o próprio WEC, que é o campeonato global de endurance, perdendo somente em números e atenção para as 24 Horas de Le Mans, que verdade seja dita, é um capítulo à parte do automobilismo.

Lamborghini em ação na pista. Marca é presenção no IMSA. Reprodução

Para exemplificador melhor este crescimento, vamos aos números desta prova no que diz respeito aos participantes:

- 61 carros na pista divididos entre sete DPI; dez LMP2; nove LMP3; treze GTD Pro e 22 GTD

- 15 fabricantes distintos entre as cinco categorias (considerando a Acura na DPi e na GTD)

- Mais que o dobro de carros escritos na GTD Pro se comparado com a GTLM de 2021

- 50% mais carros no grid da GTD na comparação com 2021

É bem verdade que no ano passado a Porsche fez sua última temporada com seu time de fábrica, porém isto não impediu que na classe GTD Pro participassem três exemplares do 911 GT3R, ante os dois da temporada passada – a adesão dos times privados à nova classe supriu a falta do time de fábrica.

A Porsche marca forte presença na categoria. Reprodução

Esta classe saltou de seis carros inscritos no ano passado para treze, o que demonstra o interesse na nova regulamentação, que se distanciou do WEC ao deixar para traz os modelos GTE, muito mais caros que os GT3 e menos atrativos aos times privados.

Na contramão do IMSA, o WEC com a LMGTE Pro tem apenas cinco carros confirmados até o momento para a atual temporada, que se inicia entre 12 e 13 de março com o prologo (pré-temporada) em Sébring, EUA.

Claro que nem tudo são flores no IMSA, onde ao vermos os dez carros da classe LMP2 no grid de Daytona, pode-se gerar uma falsa impressão de crescimento, quando na verdade não há, pois diversos times que participaram da prova não farão toda temporada, algo que o WEC dá um banho, já que 15 carros estão inscritos para este ano e isto deve ser considerado.

Classe LMP2. Reprodução

Falando agora da GTD, neste ano não tivemos o Audi R8 LMS GT3 no grid, mas por outro lado vimos a McLaren entrar na competição com o modelo 720S GT3 e, além disso, com exceção da Lexus que reduziu em um o número de carros no grid, todas as demais marcas aumentaram sua participação na competição, onde o número de inscritos nesta classe saltou de 15 para 22 carros.

McLaren. Reprodução

Comparado com o WEC, a GTD também tem números mais expressivos, já que a LMGTE Am, que em termos de exigência de graduação dos pilotos se equivalem, conta com 13 carros inscritos para esta temporada distribuídos entre três marcas, algo que no IMSA salta para 22 carros que se dividem entre 10 fabricantes distintos.

Desta forma, o que percebemos é que na corrida que marcou a 60ª edição de um dos ícones do automobilismo mundial, temos por trás um campeonato muito bem estruturado, que tem atraído sempre um número maior de interessados em associar sua marca ou o seu nome, feito que merece ser destacado.

O IMSA é hoje é o que WEC deveria ser em termos de relevância mundial, já que supostamente este último é o maior, uma vez que tem o status de ser um campeonato mundial.


Márcio de Luca

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Márcio de Luca

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