FÓRMULA 1 - A SUPERAÇÃO DE HAMILTON


O britânico Lewis Hamilton, piloto da Mercedes na Fórmula 1, chegou ao Brasil na semana passada sabendo que perderia cinco lugares no grid de largada da corrida de domingo e com isto, pressionado.


Fez toda sua lição de casa nos treinos livres e fez a pole position para a corrida sprint, que ainda lhe aguardava um novo revés: a desclassificação para esta corrida e a inversão de pontas de onde largaria, saindo do final do grid, ao invés da frente. 

Foi para a sprint race e conseguiu subir de 20° para 5° e ao final desta soltou no rádio para a equipe a seguinte frase: "Ainda não acabou". 

Claro que ele não sabia do resultado da corrida de domingo, ninguém saberia, mas sua motivação foi tanta, que após o final da prova de domingo, o que ficou claro foi a determinação do piloto em não perder o campeonato deste ano. 

QATAR, UM NOVO CAPÍTULO 

Saiu do Brasil, cruzou o Atlântico e foi para o Qatar, onde saiu da pole position e tratou de dar à equipe mais 25 pontos, além de reduzir a margem que Max Verstappen tinha para ele, o que motivou Toto Wolff, chefe da equipe, dizer que o "leão foi acordado". 

"Acordaram o leão no sábado em Interlagos e Lewis está em grande forma; brutal e muito frio", disse Wolff a Sky Sports. 

"Percebi que quando a adversidade chega, isto o leva a um lugar onde é capaz de criar poderes de super-herói e foi a adversidade quem desencadeou isto em Interlagos", continuou. 

Hamilton é um piloto talentoso e por mais que muitos digam que só obteve o que tem devido ao carro e a equipe, é fato que seus feitos, sobretudo os recentes, foram obtidos no braço, mesmo com Verstappen se apresentando em sua melhor forma. 

No Qatar, uma pista desconhecida para todos, Hamilton conseguiu o melhor resultado esperado (só seria melhor se tivesse saído de Losail com a melhor volta) e daqui a 15 dias ruma para a Arábia Saudita, local também novo à todos, o que pode ser a chave para o britânico virar o jogo que neste momento é desfavorável a ele. 

“Notamos que este ano, quando pensamos que uma pista é boa para nós, pode ser exatamente o contrário, mas a pista [da Arábia Saudita] tem uma longa reta. Vamos usar o nosso motor apimentado para ela, este que não utilizamos [no Qatar]”, concluiu o dirigente austríaco. 

Desta forma, se isto for de fato um trunfo, havemos de esperar um Hamilton novamente com a faca nos dentes, algo que ele fez no Brasil e no Qatar e seguramente vai nortear sua forma de pilotar e agir nestas últimas duas corridas. 

Para nós resta apenas agradecer, porque tem sido a melhor temporada em muito tempo. 

Foto: Fórmula 1


Márcio de Luca

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Márcio de Luca

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