Falando do dia de hoje, podemos dizer que apenas McLaren e Alfa Romeo tiveram grandes problemas neste último dia de atividades, onde o sofrimento do time de Woking tem sido os itens aerodinâmicos que ficam sobre as rodas, fazendo Oscar Piastri praticamente perder sua manhã de testes e no caso do time italiano, um problema na caixa de velocidades do C43, fez com que Valtteri Bottas voltasse a pé para os boxes.
Salvo estes problemas, apenas uma ocorrência que gerou o acionamento de uma breve bandeira vermelha no início da sessão devido há um pedaço de fibra de carbono que se desprendeu do RB19 de Sergio Perez.
Ao longo do dia as equipes fizeram muitas simulações de corridas, com vários stints longos, porém, vez ou outra um piloto escalava a tabela de tempos durante a manhã e ficava no topo, casos de George Russell (Mercedes), Charles Leclerc (Ferrari) e inclusive o brasileiro Felipe Drugovich, que cada vez mais ganha força para ocupar o cockpit da Aston Martin na etapa de abertura daqui há uma semana, já que Lance Stroll não parece ter condições de se recuperar a tempo para a primeira rodada da Fórmula 1.
Após a pausa do almoço os carros voltaram a zuncar na pista barenita e Carlos Sainz (Ferrari) foi o primeiro a mexer no topo da tabela de tempos, porém não demorou muito e Lewis Hamilton com seu W14 não apenas subiu ao topo, como o piloto foi o primeiro a baixar o tempo para o segundo 30.
Mas a felicidade de Hamilton não durou muito, já que Perez baixou por duas vezes seguidas o registro, fechando a pré-temporada como o mais rápido dos três dias com uma volta em 1m30s305, com o britânico da Mercedes vindo logo atrás, mas já a 0s359, trazendo Bottas, que mesmo de fora em praticamente o dia inteiro, fechou o top 3.

A parte da tarde foi basicamente utilizada para as equipes compreenderem o ritmo e o desempenho dos carros em condições de corrida, pois a curta pré-temporada deste ano, com apenas uma semana, fez com que os times mudassem a dinâmica dos testes, já que se houver necessidade de atualizar ou corrigir algo no carro, isso já ocorrerá quando o campeonato estiver em curso, pois não há uma segunda chance de testar peças, componentes e o rendimento dos carros comparando com dados anteriores.
Tal como os treinos de sexta-feira de um grande prêmio nunca entregam o que se espera do final de semana, a pré-temporada também tem muito disto, pois alguns times não deixam perceber se o carro foi ou não levado ao limite e sendo assim, não é possível avaliar quem está a frente ou mais atrás, porém, diante do que foi visto, podemos dizer que a Red Bull Racing será a equipe a ser batida, com a Ferrari aparentemente vindo logo atrás e a Mercedes na sequencia – basicamente o desenho do final do campeonato passado foi mantido.
Depois dessas três a coisa muda de figura completamente, pois a Aston Martin parece ascender como a quarta força do grid, trazendo na sequencia a Alpine, que pode ter sido a equipe que mais escondeu o jogo, já que seu carro parece ser bom e confiável, mas apresentando dados desencontrados, o que pode ter sido uma estratégia proposital da equipe.
Outra surpresa diz respeito a Haas, que neste ano fez sua melhor pré-temporada desde que entrou para a Fórmula 1 e, munida de dois pilotos experientes como são Kevin Magnussen e Nico Hulkenberg, o time pode dar a volta por cima e participar frequentemente da zona de pontuação nas corridas.
Na contramão vem a McLaren, que com o MCL60, parece não ter encontrado o caminho para se manter no top 5, dando indícios que em 2023 andou para traz.
Alfa Romeo e AlphaTauri parecem se manter da mesma forma que encerraram a temporada passada (o time de Faenza na vice-lanterna e a equipe do trevo de quatro folhas com possibilidades de subir para o top 5), com carros que demonstram possibilidades de surpreender, sobretudo porque os jovens Zhou Guanyu e Yuki Tsunoda parecem ter ganho mais maturidade e estão em um ponto da carreira que afirmam suas capacidades para se manter no grid da categoria.

A lanterna vai novamente para a Williams, mas diferente dos anos anteriores, o time parece ter mais potencial neste ano do que nas temporadas passadas, o que é um bom alento para a organização de Grove, que neste ano conta com Andrew Shovlin, que era da Mercedes e sabe muito bem como colocar uma locomotiva descarrilada de volta aos trilhos.
Em suma, se tudo realmente for como o indicado, teremos mais uma temporada de pegar fogo, onde a trinca de equipes que encabeça o topo da tabela de tempos parece que vai nos presentear com um grande show de disputas nesta temporada, com o meio da tabela podendo alegremente nos surpreender.
Na próxima semana já teremos corrida, com as atividades nesta mesma pista de Sakhir no Bahrein sendo o palco da abertura da temporada e sendo assim, a espera felizmente acabou!
Foto: Divulgação (Fórmula 1)
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