A corrida mal tinha começado e Zandvoort já entregava drama. Max Verstappen, que largou em sétimo, perdeu o controle do carro em uma das curvas inclinadas e bateu na barreira ainda no início da prova. Fim de corrida para o piloto da casa. O acidente provocou bandeira vermelha e interrompeu a prova enquanto os detritos eram retirados da pista. Verstappen saiu do carro andando e sem ferimentos. Para a torcida holandesa, foi aquele típico momento de silêncio absoluto. O herói local estava fora.
Max Verstappen crashes out at Zandvoort ????
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Com Verstappen eliminado e a corrida sendo reiniciada, a disputa pela vitória ganhou uma nova cara. Lando Norris, que já vinha mostrando força desde a classificação, aproveitou a oportunidade. O piloto da McLaren travou uma batalha estratégica com Kimi Antonelli e conseguiu recuperar a liderança nas voltas finais. No fim, Norris cruzou a linha de chegada em primeiro, pouco mais de 11 segundos à frente de Antonelli. George Russell completou o pódio. Uma vitória importante para Norris e, principalmente, uma vitória que chega em um momento decisivo do campeonato.
WATCH THE RACE RESTART ????
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Brilliant from Antonelli ????#F1 #DutchGP pic.twitter.com/biRTlHzSBd
Se Norris saiu sorrindo, Kimi Antonelli também teve motivos para comemorar. Mesmo terminando em segundo, o italiano ampliou sua vantagem na liderança do campeonato para 59 pontos. Russell também ganhou terreno e passou Lewis Hamilton na classificação. Ou seja: enquanto a McLaren comemora a vitória, a Mercedes segue muito forte na briga pelo campeonato. E ainda tem muita temporada pela frente.
O brasileiro Gabriel Bortoleto também viveu um GP cheio de emoção. Depois de largar em nono, o piloto da Audi rodou no começo da corrida em condições complicadas de pista, mas conseguiu evitar uma batida mais séria e continuar na prova. No fim, Bortoleto recebeu a bandeirada em 13º lugar. Não foi o resultado que o brasileiro queria, mas terminar uma corrida tão complicada já foi uma pequena vitória diante do cenário que se apresentou.
Bortoleto spinning, Hulkenberg approaching at speed ????
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How did the two Audis avoid crashing into each other? ????#F1 #DutchGP pic.twitter.com/Yei6hdMpT5
Mais do que uma corrida, o GP da Holanda de 2026 foi uma despedida. Zandvoort não estará no calendário da Fórmula 1 a partir de 2027. O circuito voltou à categoria em 2021, depois de 36 anos longe da F1, e rapidamente virou uma das etapas mais populares do campeonato, muito por causa da famosa “Orange Army”, a torcida apaixonada por Verstappen.
Foram apenas seis temporadas desde o retorno, mas suficientes para criar momentos que já entraram para a história recente da Fórmula 1. E talvez seja justamente isso que torne Zandvoort tão especial. Uma pista antiga, apertada, rápida, cercada por dunas e com uma torcida que transforma o autódromo em uma verdadeira festa.
A Fórmula 1 muda. Os calendários mudam. Novos circuitos aparecem e outros desaparecem. Mas algumas pistas deixam saudade. Zandvoort é uma delas. O GP da Holanda de 2026 fechou um capítulo que começou em 1952 e ganhou uma nova vida em 2021. E, no seu último capítulo, o circuito entregou exatamente aquilo que os fãs esperavam: velocidade, estratégia, chuva, acidentes, emoção e uma torcida fazendo barulho até o último instante.
No fim das contas, Zandvoort não precisava de uma despedida perfeita. Precisava apenas ser Zandvoort. E foi.
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