Como anualmente ocorre no mês de janeiro - mais precisamente no inicio do mês - temos a realização do Rally Dakar que em 2022 ocorrerá novamente no deserto da Arábia Saudita. Neste ano teremos a entrada da Audi com um buggy pra lá de ousado: elétrico!
A race towards the future. In preparation for the @Dakar Rally the Audi RS Q e-tron* gets put to the test in the Moroccan desert.
— Audi Sport (@audisport) October 26, 2021
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Reprodução Twitter Audi Sport
Sim, estou falando do Audi RS Q-eTron, que trouxe um grande desafio para a montadora alemã: como operacionalizar um novo carro de alta performance em uma competição no meio do deserto? Como recarregar as baterias de um carro eletrico sem fontes de energia próximas? As respostas foram incríveis e cheias de tecnologia!
A aposta é mais do que ousada mas, não pense que é impossível de ser realizada. Algo que fica muito claro pelo line up do time na competição, onde os pilotos serão ninguém menos que Stéphane Peterhansel, Carlos Sainz e Mattias Ekström.
“Admito que se terminarmos entre os cinco primeiros neste primeiro ano, ficaria muito feliz”, disse Peterhansel, 13 vezes campeão do Dakar e alguém que sabe como ninguém avaliar este tipo de desafio.
Eletricidade sem rede elétrica

Reprodução Audi
Sabendo que no deserto não encontrarão uma rede elétrica disponível e a logística para levar equipamentos para carregamento das baterias dos buggys não é viável, a Audi então partiu para uma tecnologia ousada, onde o próprio carro irá gerar a energia que fará as rodas girar.
Os alemães colocaram um motor elétrico em cada eixo (o buggy é 4x4) que totalizará o equivalente a 680 cv, onde a alimentação vem de baterias e um sistema REX (Range Extender, similar ao utilizado na Fórmula E) e é exatamente a parte auxiliar deste sistema elétrico quem será o diferencial do buggy: um motor à combustão 2.0 TFSI a gasolina que acionará um gerador que carregará as baterias.
O sistema de baterias com capacidade de 50 KWh pesa cerca de 370 Kg e sozinho permite que o buggy tenha uma autonomia entre 50 e 100 Km, porém, recebendo o apoio do motor a combustão, as distâncias de cada uma das etapas poderá ser vencidas facilmente e com grande eficiência.
“Entramos no Dakar para ganhar e o carro é muito rápido para isto, porém sabemos que é um objetivo muito ambicioso”, disse Sainz, dono de quatro vitórias na competição e conhece como ninguém as dificuldades do “rally da morte”.

Reprodução Twitter Audi Sport
Desta forma, mesmo que a Audi não vença, ou não chegue entre os cinco primeiros colocados como deseja Peterhansel, a empreitada já nasce vitoriosa, dado o alto grau de agressividade que uma prova como esta tem e a ousadia de colocar um buggy elétrico num ambiente destes.
Por outro lado, sabemos que a Audi não entra em bola dividida pra perder e sendo assim, é muito provável que num curto espaço de tempo os frutos positivos comecem a ser colhidos.
Alguém duvida?
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